terça-feira, maio 09, 2006

Afinal, quem somos?!

Passam as horas, os dias, as semanas, os meses... são pouco mais de 28 anos a viver e a conhecer quem vive.
Trabalho, casa, saio de casa, trabalho... aquela mesma história que todos sabem.
No meio desta azáfama constante e perigosa, contamos bons momentos, curtos, rápidos e a preto e branco. São feitos de papel que se rasga, que se destrói fácilmente entre os dedos daqueles que julgam e que são omnipotentes...neles mesmos.
Passamos a vida a amarrotar papel, a deitar fora bocados de papel que tentamos passar uns aos outros, com mensagens, com alegrias, vitórias, desejos. Enquanto vemos os outros, eles que têm um pouco de nós e de tudo de Deus, rasgar e abandonar ao vento esses pedaços de papel que fazemos passar aos outros, em busca de maior paz, conforto, alegria e também... o Amor!

Por favor! Tentem ler antes os papéis que vos mando, antes de os deitar fora.

NM

3 comentários:

Anónimo disse...

POIS SIM QUEM SOMOS
sera que vale a pena nos tornarmos em maquinas rotineiras,passarmos os dias de casa para o trabalho do trabalho para casa e deixar-mos a vida nos passar ao lado sem darmos conta sera que vale a pena
a vida nao é felicidade sera que a temos?

Anónimo disse...

A vida existe para ser vivida e para tirarmos tudo de bom que ela nos quer dar... mas tb é preciso merecer e por vezes ela vem-nos cobrar todo o mal que ja fizemos...
Por isso pensa bem, antes de fazer algo ou de magoar alguem que n merece... porque mais tarde ou mais cedo a vida vem-te cobrar...

Anónimo disse...

No dia a dia desta correia epica que travamos para viver, acabamos por reservar tão pouco tempo para suster a respiraçao um instante, e olharmos devagar para lá da maquina frenetica e fria que trabalha sem parar para perguntarmos à pessoa esquecida dentro de nós, quem somos realmente.
Vivemos com a pressa colada à pele, a tarefa imparável de fazer retratos aos outros , sem os conhecer, criando uma fotografia daquilo que erradamente pensamos sermos nós, um corpo, um complexo e maravilhoso agregado de materia, mas que não passa de carne, um pedaço de nós que fica aterradoramente inerte quando vazio da nossa verdadeira e unica essencia... a alma.
Olhamo-nos uns aos outros na rua, no café, no autocarro, e vemos sempre o exterior, mais ou menos cuidado de cada um, ignorando ostensivamente o ser que habita esse corpo, sem nunca nos entrelaçarmos na alma desse alguem.
No meu trabalho não é diferente, fico do lado de fora, com a ciencia no bolso, e atrevo-me a fotografar quem se sente doente, sem conseguir passar a barreira do entendimento e conseguir falar com a alma de quem perante mim espera numa linha de montagem , pelo disparo despejado de sentimento.
Acredito que fomos criados com o maravilhoso proposito de sermos um só, mas o infortunio é grande , e não perdemos tempo para conhecermos o nosso semelhante, pois no fundo não nos conhecemos a nós proprios, e temos medo de nunca vir a conhecer.
E no vale de uma miríade de questoes, assenta o silencio, imponente e perpetuo na maior das perguntas... porque?