quinta-feira, novembro 22, 2007

Onde está o nosso Mundo?!


Capitulo 12
1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

2 E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ánsias de dar à luz.

3 E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragäo vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.

4 E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragäo parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.

5 E deu à luz um filho homem que há de reger todas as naçöes com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.


De que vale o Mundo, se não queremos o Universo? De que vale a Guerra, se com Homens mortos não sobrevive a Terra? De que nos vale o Ouro, se com ele não compramos a nossa Felicidade?

Perguntas e mais perguntas... perguntas retóricas que todos nós conhecemos mas que esquecemos segundos depois.


De que nos vale o mundo de Pessoa? De que nos vale escrever sem sermos ouvidos? De que nos valem as frases idiotas (fantásticas!) escritas pelos cérebros mais reconhecidos deste Mundo quando deitamos tudo a perder com as nossas próprias atitudes mesquinhas e egocêntricas?


Em que mundo vivemos realmente?! Naquele onde todos os dias nos rimos, brincamos... onde o trabalho dificil de cada dia sempre é mal intencionado... a palmada nas costas em sinal de cinismo e desaprovação... o mundo das reuniões secretas em torno de víciosos fachismos... das frases escritas nas paredes de engodo sujo, que nos mantêm de ego forte e de ligação inocente?

Quem sois vós?! De onde vindes, para onde ides?! Crápulas, ditadores! Onde fica o nosso mundo?! Onde está aquele Mundo que nos prometeste, Deus?!


Como iremos vingar neste mundo que não é o nosso? Onde existe a força, o Espírito?


Seremos seres errantes arrastados no veneno doce que nos embriaga e nos consome as entranhas? Ou seremos raia míuda que se acorrenta ao sangue do parceiro da frente e segue caminho nas trincheiras?...