segunda-feira, dezembro 24, 2007

Uma amiga deixou as palavras descreverem o que lhe passava na Alma... Não resisti a publicar! Obrigado por tão sinceras palavras e por as partilhares aqui comigo.
Um final de ano complicado... ou pelo menos esmagador... não fisicamente, com esse cansaço vamos passando... mas lá dentro é tudo mais complicado, perfura-nos de uma tal maneira que por vezes quase sufocamos. Todos temos um sonho e quando o conseguimos finalmente alcançar, qualquer coisa, por pequena que seja... parece que tem sempre um reverso... um reverso que nao conheciamos ou, porque sonhavamos, nao conseguiamos ver. Quase todas as noites penso nisto... sou obrigada a conviver com pessoas que nao vivem certamente no mesmo mundo que eu... ou pelo menos o vêm de uma forma bem diferente da minha... e parece que nao sei viver com isso, chega a arrepiar-me a alma... as lagrimas caem muitas vezes quando sinto o aconchego da almofada. A especie humana é realmente muito diversificada... já o diz a psicologia... mas nunca pensei cruzar-me com figuras que quase me fazem querer desistir... que me fazem quase perder o amor que tenho em mim mesma... que me fazem pensar que o mundo é uma coisa horrivel que nos amarra a coisas com as quais nao nos sentimos bem, que nos fazem acordar ja com um nó na garganta com medo do que virá aí... Eu nao quero viver assim... triste com o ser humano... desiludida... quase nada é como eu sonhava... Agora, neste preciso momento parece que caiu uma ideia sobre mim ... ninguem disse que os sonhos eram faceis ... e nao vou deixar que a minha alegria por estar aqui... o gozo que me dava sonhar se esgote. E que eu nunca me torne numa daquelas figuras...
LL

Neste Natal, vale a pena pensar nisto

Neste Natal, já perto do fim do ano, traço em retrospectiva o caminho que levei e o caminho do Mundo, na minha visão. Percorro o ano à procura da nossa compaixão e da nossa boa-vontade e revejo com infelicidade e tristeza o quanto tenho sido egoísta...
A maior parte de nós tivemos a casa cheia, enquanto na rua vimos sozinhos "outros" ao frio... quantos de nós não mudamos de passeio?
Todos os dias tivemos possibilidade de escolher o que comer muitas vezes no desperdício, quando todas as televisões que ostentamos gloriosamente nos mostravam bocas vazias e ossos de fora... Mudamos de canal?!
E os mails com pedidos de ajuda que nem sequer abrimos e deitamos para a reciclagem com ar de enfado e suspeito?
As vezes que despejamos no nosso semelhante a nossa raiva, as frustrações pessoais e os nossos despotismos, em prol de um ego estúpido e egoísta que só nos pede alimento... nesses momentos será que nos passa pela cabeça privar o outro da nossa ira, ou simplesmente pedir desculpa?!
E as mensagens de demonstrada amizade que enviamos nesta data (Natal)? É este o apreço que demonstramos ter pelos que nos rodeiam?
Quantas vezes olhamos para alguém inferior e o tratamos como nosso igual?! Eempurramos a cadeira de rodas com semblante carregado, de voz grossa e altiva, demostrando a superioridade que não temos?...
Esta é a minha mensagem de Natal. Os dias de confraternização e amizade não necessariamente verdadeira só são demonstrados 1 dia por ano, porque nos restantes 364 dias são dias de angústia pessoal e um egoísmo ditatorial que alimentamos loucamente em busca de um Ego perdido...
Meus amigos, de coração aberto vos desejo um BOM NATAL e um ano de 2008 muito cheio daquilo que cada um de nós desejar ao próximo, porque por muito que fujamos, somos feitos de comunhão e não de solidão e obscuridade.

sábado, dezembro 15, 2007

www.savedarfur.org

Meus amigos, há já algum tempo que devia ter feito isto mas com o tempo aprendemos e com o tempo podemos mudar as nossas atitudes em relação aos que nos rodeiam e ao Mundo.
Felizmente já se têm feito esforços para que algumas desgraças do nosso Mundo diminuam, ainda ontem em Bali começaram negociações para usarmos melhor os recursos da nossa Mãe Natureza para a protegermos e tentarmos proteger-nos melhor.
Aqui vos deixo um site que vai com certeza ajudar alguém. Aqui podem-se inscrever, não vos acontece nada por isso. Apenas vos enviarão mails com maior frequência pedindo a vossa colaboração para algumas actividades que ajudam a encontrar um caminho melhor para o Darfur. Eles pressionam os EUA com cartas que vos pedem para enviar, a ONU, etc, pedem-vos apoio monetário facultativo é claro...
Eu aderi há já alguns meses e desde então tenho-me inserido no roll de pessoas que ajudam esta organização não governamental. Até hoje, não saí da minha cadeira de casa para os ajudar, quem sabe mais tarde...
Aqui fica o site... espero que seja útil a vocês e seja útil ao próximo.
Obrigado!

http://www.savedarfur.org/

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Is There Anybody Out There...

Sabes, cada vez que vejo "A Bússula Dourada" e vejo aquela menina sinto uma enorme força percorrer-me. Uma força que me impulsiona a ser criança, a ser aquela mesma criança e como ela disse dominar o meu medo e dizer com muita força e convicção que hei-de conseguir chegar mais além e mudar o rumo da história!...

Mas súbitamente olho para o Mundo que temos e vejo tanta destruição... e nós com um avançado estado de aniquilação das nossas próprias almas que me sinto impotente... com quem posso eu contar neste mundo que queira lutar comigo pela verdade Mestre?
É que todos nós nascemos bons, de alma pura (pelo menos quero acreditar nisso) e só o Mundo nos lapida e transforma em más pessoas... e hoje mestre?? Seremos todos almas impuras que buscam a mentira, a destruição e a manipulação de nós próprios?? Criamos os nossos filhos para o açougue, para o Inferno?? Desistimos de procurar? Com quem podemosnós contar?!
Com quem?!...

To Lyra Belacqua...

sábado, dezembro 08, 2007

A menina que procura o que o adulto esconde...

Atravessei a noite a correr, vindo de ver um filme. A noite está escura, sombria... um nevoeiro denso cobre mais de metade da terra que atravessei.
Venho triste... o filme que se me atravessou no olhar deixou-me assim. Triste não com o filme (que para mim é até agora a mais verdadeira reprodução do Natal, do verdadeiro Natal, aquele que todos nós esquecemos todos os anos, toda a nossa vida...) mas sim comigo próprio... O filme fala-nos da “Busca da Verdade”.
Na tela vê-se uma pequena criança que encara a aventura de repôr (e sublinho repôr) a Verdade que os adultos querem ver desaparecer. Ela vive num mundo paralelo ao nosso mundo, talvez num ambiente mais futurista, mas um mundo muito igual ao nosso com a diferença de que todos os humanos têm a sua Alma personificada num animal visivel a todos, que eles chamam de “Demónio”. Esse Demónio nas crianças é instável e está constantemente a mudar, consoante a personalidade se vai transformando e se vai unificando numa só figura.
Mas voltando à minha tristeza... senti-me mal, sabem... muito mal... quem sou eu? Quem somos nós no meio disto tudo?! Vi no filme uma criança, destemida, singela, pura e inteligente procurar e lutar contra tudo e todos apenas e só para encontrar a Verdade!... somente a VERDADE!... e eu?? Que fiz eu para procurar a verdade? Que passos eu dei nestes meus anos de vida para achar ou repôr alguma verdade, por muito pequena que fosse? Quantas vezes nós procurámos a Verdade? Quantas vezes sujámos as nossas bocas com as mentiras que dissemos ou com as verdades que engolimos? Quantas vezes fomos subornados pelos nossos semelhantes pela mentira!? Por ideais sujos e corruptos, por jogos e manipulações, o dinheiro?? Quantas?? Sim, baixamos a cara e enterramos os olhos no chão... de vergonha, tristeza... eu enterro! Sinto-me mal!!...corróem-me as entranhas do mal que ajudei a plantar, da suja terra que outros mancharam de sangue e eu ajudei a remexer... e quem sou eu afinal?? Quem somos nós?? Uma criança que não faz mal a ninguém e que busca a verdade? Ou um adulto podre e sujo que só faz morrer e mentir, jogar e pilhar verdades? Quantas vezes entramos a porta do trabalho e sentimos as nossas defesas subirem? Quantas vezes achamos mal o que nos fazem ou vemos fazer ao colega do lado e ficamos passivos e ver sofrer, com escárnio? E ao vermos este filme, quem não sente o quanto seria agradável podermos sentir e ver a personificação da Alma de toda a gente? Livrava-nos ou não dos dissabores e das mentiras? Queria chegar ao trabalho e rir-me, de peito aberto entrar e aproximar-me de todos vocês... mas não posso... porque me sinto mal, porque sei que me vão ferir e me vão enclausurar na dor... Sinto-me mal...e espero que todos vocês depois de verem o filme se sintam mal também...

(...)I will hold the candle till it burns up my arm
Oh, Ill keep takin punches until their will grows tired
Oh, I will stare the sun down until my eyes go blind hey,
I wont change direction, and I wont change my mind
How much difference does it make
Mmm, how much difference does it make...how much difference...(...)

To Lyra in The Golden Compass (A Bússula Dourada)

quinta-feira, novembro 22, 2007

Onde está o nosso Mundo?!


Capitulo 12
1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

2 E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ánsias de dar à luz.

3 E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragäo vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.

4 E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragäo parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.

5 E deu à luz um filho homem que há de reger todas as naçöes com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.


De que vale o Mundo, se não queremos o Universo? De que vale a Guerra, se com Homens mortos não sobrevive a Terra? De que nos vale o Ouro, se com ele não compramos a nossa Felicidade?

Perguntas e mais perguntas... perguntas retóricas que todos nós conhecemos mas que esquecemos segundos depois.


De que nos vale o mundo de Pessoa? De que nos vale escrever sem sermos ouvidos? De que nos valem as frases idiotas (fantásticas!) escritas pelos cérebros mais reconhecidos deste Mundo quando deitamos tudo a perder com as nossas próprias atitudes mesquinhas e egocêntricas?


Em que mundo vivemos realmente?! Naquele onde todos os dias nos rimos, brincamos... onde o trabalho dificil de cada dia sempre é mal intencionado... a palmada nas costas em sinal de cinismo e desaprovação... o mundo das reuniões secretas em torno de víciosos fachismos... das frases escritas nas paredes de engodo sujo, que nos mantêm de ego forte e de ligação inocente?

Quem sois vós?! De onde vindes, para onde ides?! Crápulas, ditadores! Onde fica o nosso mundo?! Onde está aquele Mundo que nos prometeste, Deus?!


Como iremos vingar neste mundo que não é o nosso? Onde existe a força, o Espírito?


Seremos seres errantes arrastados no veneno doce que nos embriaga e nos consome as entranhas? Ou seremos raia míuda que se acorrenta ao sangue do parceiro da frente e segue caminho nas trincheiras?...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Resposta ao teu comentário!

Olá meus amigos!

Espero que estejam a gostar das leituras que aqui fazem!

Escrevo-vos aqui para tentar responder ao comentário deixado no "post" Santana Lopes versus Mourinho.

Compreendo quando ao abrirem este blog e ao encontrarem semelhante vídeo fiquem espantados e algo "constrangidos". Compreendo que a mensagem deste blog vos confunda relativamente a este "post". Quero descançar-vos amigos. Coloquei aqui estes 2 vídeos por me sentir incomodado com a atitude dos seus conteúdos, por serem a montra do nosso Mundo, por serem simplesmente tudo aquilo pelo qual eu luto todos os dias para que acabe. Por ser injusto, desleal, anárquico, desrespeitoso, violar a própria Humanidade!...

Afinal quem somos meus amigos?! Um bando de animais IRRACIONAIS (e sublinho irracionais)? Não teremos NÓS escrúpulos, Amor, piedade, dor, saudade de termos sido grandes e tementes a Deus?! Afinal quem somos??!! Somos estas pessoas que aparecem nestes vídeos? Será isto o iceberg? Ou apenas o o floco pequenino de gelo q paira à sua superficie?

Vamos reflectir! O que queremos ser? Vamos agir TODOS e ser o que nos foi proposto, dignificando a vida que nos foi dada.

Meus amigos, isto é apenas o espelho da minha alma.

NM

quinta-feira, setembro 20, 2007

Student Tasered At Kerry Speech: Longer Version

Estamos na América! Terra da Democracia extrema e da Liberdade "condicional"...

segunda-feira, agosto 13, 2007

O Banalizar da Morte

Saio em silêncio do meio da aldeia em festa, passo pelo meu pai e sigo à procura da solidão. Os finais de tarde aqui são mágicos. Ouvem-se os pássaros a refugiarem-se, os grilos, os arbustos que mexem secretamente, o ar fresco que cai e nos envolve... o cheiro a oxigénio de Verão, a vida emanada da Terra verde... e o meu peito dói. Aperta-se tanto quando penso em mim... ao longe o sino toca e avisa o fim do dia.
Tenho à frente as minhas batalhas, as minhas desgraças, os meus sonhos. Tenho duas almas em guerra e sei que nenhuma vai ganhar. Queria tanto chorar... e não parar... ficar aqui neste canto do Mundo e não saber que o outro Mundo existe... a crueldade e o desamparo para quem nos deu a vida... este Mundo não é meu!... Como tu James disseste ao teu público:
"Dói-me tanto!... quer dizer um pouco só... afinal isto até não é nada... mas a mim dói-me tanto!..." (os gritos de agonia enchiam a sala e os nossos corações).
Vivemos num cartel de droga e manipulamos orgãos... é como tudo na vida... manipulamos os orgãos, vendemo-los, enganamos, somos enganados... deixamos a nossa dignidade escorrer pelas pernas abaixo, para dentro do mais reles esgoto... vendemos a nossa própria mãe pelo dinheiro, PODER!
"... e dói tanto!..."
Meu caro James, claro que dói... tu és feito de sangue, de alma como todos os outros outrora foram feitos!... Quando reparamos chegamos ao fim e vemos o quanto estivemos mortos, o quanto repudiamos e saqueamos a vida em troca de uns tostões... e no fim somos um sem número de vozes a ecoar perante as paredes surdas do Paraíso que nunca soubemos existir.
"Mas dói tanto!... cá dentro!... isto leva-me à loucura! (e o teu rastejar será que se ouviu?)
Não se ouve mais nada. Um tiro acabou-lhe com o som agonizante... e agora?! O que fazemos? Somos tão poucos... Criamos Mundos sós e neles escondemos a nossa alma...

segunda-feira, abril 02, 2007

Em busca da palavra sentida

Os carros cantam desorientados nas ruas lá de fora, enquanto as ruas desertas do meu coração cantam a melancólica solidão de quem se vê rodeado por toda a gente.
Os ventos da rua choram à minha janela, trazendo-me as duas luas que tanto me viram e dividem.
Tento transcrever uma coisa ilógica e sensivel mas em vão me caem os dedos nas letras...
Gostava tanto de poder partilhar isto... gostava tanto de poder pôr em palavras todas estas divisões que tenho nas cavidades ocas do meu coração...
É como sentir tudo e pensar tudo ao mesmo tempo e não conseguir ao menos dizer...

És gémeos, dizem... ascendo de um signo impuro, divisivel e corrupto. Tudo em mim é um Bi de emoções, de atitudes. Tudo em mim evapora e renasce no mesmo segundo, no mesmo século. Criticas, mensagens com personalidade forte assolam em desespero contra tudo aquilo que sou e a favor de tudo aquilo que planto no jardim do meu espelho.

The skies revolve in pain; my heaven turns toward your hell, and I paint all my dying furniture in blood to escape from all my lies.

Eu impeço-me a mim próprio e liberto-me ao mesmo tempo...

Tudo o que possa aqui escrever será de menos... tudo o que sai são meras ilusões de tudo aquilo que sinto agora...

Queria parar. Queria deixar o mundo sózinho sem a minha companhia e lutar ao lado das minhas células, do meu céu, do meu olhar...

Cancelar tudo sem pudor, sem minoritarismos, partidarismos ou inferioridades. Queria ser livre e por isso te menti quando te disse que sentia o ar limpo nas minhas costas... nem sequer voo.

Vou embora.

Deixo as palavras... a psicologia da dualidade...

02.04.07

terça-feira, março 27, 2007

QUANDO AQUELE AMIGO, QUE POUCO CONHECIA, MORREU

Esta noite acabou triste,
deitado, caído naquele palanque seguro por duas molas,
no poderoso descanso inconsciente, de quem já não sente.
Um homem, deixou a vida ao amanhecer,
aquela estrondosa doença venceu as forças que lhe restava.
Não foi um simples homem, como todos aqueles
que desconheçemos, aqueles que passam na rua e não nos trocam
cumprimentos,
não foi um homem que nunca conheci, embora o que conheci tenha
sido pouco.
Jamais será um homem qualquer,
e nunca o será porque o conhecia, embora não muito,
mas sei que não era um homem qualquer:
atravessava a estrada para um aperto de mão,
não fingia que passava e não se apercebia da minha presença,
da tua presença, da nossa presença;
elevou a mais sagrada crença da humildade,
não brotava de tristeza, mas também não sucumbia elevada
felicidade;
calmo, como o pôr do sol no Verão visto da praia,
como um avião quando atravessa a terra em dias de céu limpo,
calmo como eu nunca consegui ser.
Deixou-me, deixou-te, deixou-nos e herdamos a enorme saudade
que por muita dúvida minha, e insisto, o tempo não apagará.
Estás presente na nossa honesta presença seja em que lugar for,
a minha voz é a tua voz, a minha viva e a tua morta, mas, mesmo
morta
é a tua voz que faz a minha suar mais alto,
é o saber que não eras um homem qualquer que me faz falar,
que insiste em não me tornar mudo.
Eu próprio sei que não acredito na vida p'ra além da morte,
mas, porém, no nosso inconsciente morto, o teu já o está e o meu,
um dia também estará,
sei que nos vamos encontrar, e não preciso acreditar na vida além
da morte,
basta-me crer e basta-me sentir que, no dia em que o meu
insconsciente também morrer,
alguém vai ler isto que agora escrevo, e
na mais plena harmonia, os nossos inconscientes mortos
vão receber-se mutuamente de braços abertos.

HUGO SOUSA

quinta-feira, março 22, 2007

I Can't Quit You Baby
I can't quit you babe
Woman I think I'm gonna put you down for a little while
I can't quit you babe
I... think I'm gonna put you down for a while
I said you messed up my happy home
Made me mistreat my only child

You built my hopes so high
Baby then you let me down so low
You built my hopes so high then ya let me down... so low
Don'tcha realize sweet baby?
Woman I don't know... which way to go Woman

I can't quit you babe
I think I'm gonna put you down for a while...


sábado, fevereiro 17, 2007

Que Vulgar

Uma vida, um suspiro, uma vontade de vida, um etcetera. Não se sabe o que se não pode saber, não se alcança por desconhecer o destino. Como é vulgar esse destino sem conhecimento e com tanta dor e sensibilidade.

Um choro. Mais uma lágrima derramada por essa tua cara desesperada e mortal... Como és pequeno meu amigo. Não consegues controlar nada e nós apenas tentamos passar-te a idéia de controle e segurança impossíveis e dubias.

Que barbaridade, não achas? Que vulgar, que vulgar...

Tens todo o Mundo a teus pés e o Mundo não te dá vontade para viveres, para continuares essa tua vida linda e sensível.

Quero ser tudo aquilo que não tens. Vou ser tudo aquilo que necessitas quando não tiveres mais ninguém para te abraçar. Sou teu amigo, lembraste?

Estou contigo até ao fim, nem que para isso tenha de ir ao fim...

Mas que vulgar, que vulgar!!

O teu choro, o teu sorriso é tudo para mim. Se não posso ajudar-te a viver, posso ajudar-te a morrer.

Que vulgar, que vulgar...

29 de Março de 2001

Escrevi este texto em 2001 ao assistir ao sofrimento de uma pessoa que se tornou um grande amigo.

Hoje, quis partilhar aqui este momento, não para o minimizar, nem ridicularizar, antes pelo contrário. Quero partilhá-lo para relembrar a sua coragem, a sua boa disposição, o seu sorriso e mostrar a todos o quanto podemos ser importantes em todas as ocasiões da vida, mesmo quando estamos em sofrimento num quarto de Hospital.

Hoje o Gonçalo é um Homem, livre e de consciência viva e alegre!