Atravessei a noite a correr, vindo de ver um filme. A noite está escura, sombria... um nevoeiro denso cobre mais de metade da terra que atravessei.
Venho triste... o filme que se me atravessou no olhar deixou-me assim. Triste não com o filme (que para mim é até agora a mais verdadeira reprodução do Natal, do verdadeiro Natal, aquele que todos nós esquecemos todos os anos, toda a nossa vida...) mas sim comigo próprio... O filme fala-nos da “Busca da Verdade”.
Na tela vê-se uma pequena criança que encara a aventura de repôr (e sublinho repôr) a Verdade que os adultos querem ver desaparecer. Ela vive num mundo paralelo ao nosso mundo, talvez num ambiente mais futurista, mas um mundo muito igual ao nosso com a diferença de que todos os humanos têm a sua Alma personificada num animal visivel a todos, que eles chamam de “Demónio”. Esse Demónio nas crianças é instável e está constantemente a mudar, consoante a personalidade se vai transformando e se vai unificando numa só figura.
Mas voltando à minha tristeza... senti-me mal, sabem... muito mal... quem sou eu? Quem somos nós no meio disto tudo?! Vi no filme uma criança, destemida, singela, pura e inteligente procurar e lutar contra tudo e todos apenas e só para encontrar a Verdade!... somente a VERDADE!... e eu?? Que fiz eu para procurar a verdade? Que passos eu dei nestes meus anos de vida para achar ou repôr alguma verdade, por muito pequena que fosse? Quantas vezes nós procurámos a Verdade? Quantas vezes sujámos as nossas bocas com as mentiras que dissemos ou com as verdades que engolimos? Quantas vezes fomos subornados pelos nossos semelhantes pela mentira!? Por ideais sujos e corruptos, por jogos e manipulações, o dinheiro?? Quantas?? Sim, baixamos a cara e enterramos os olhos no chão... de vergonha, tristeza... eu enterro! Sinto-me mal!!...corróem-me as entranhas do mal que ajudei a plantar, da suja terra que outros mancharam de sangue e eu ajudei a remexer... e quem sou eu afinal?? Quem somos nós?? Uma criança que não faz mal a ninguém e que busca a verdade? Ou um adulto podre e sujo que só faz morrer e mentir, jogar e pilhar verdades? Quantas vezes entramos a porta do trabalho e sentimos as nossas defesas subirem? Quantas vezes achamos mal o que nos fazem ou vemos fazer ao colega do lado e ficamos passivos e ver sofrer, com escárnio? E ao vermos este filme, quem não sente o quanto seria agradável podermos sentir e ver a personificação da Alma de toda a gente? Livrava-nos ou não dos dissabores e das mentiras? Queria chegar ao trabalho e rir-me, de peito aberto entrar e aproximar-me de todos vocês... mas não posso... porque me sinto mal, porque sei que me vão ferir e me vão enclausurar na dor... Sinto-me mal...e espero que todos vocês depois de verem o filme se sintam mal também...
(...)I will hold the candle till it burns up my arm
Oh, Ill keep takin punches until their will grows tiredVenho triste... o filme que se me atravessou no olhar deixou-me assim. Triste não com o filme (que para mim é até agora a mais verdadeira reprodução do Natal, do verdadeiro Natal, aquele que todos nós esquecemos todos os anos, toda a nossa vida...) mas sim comigo próprio... O filme fala-nos da “Busca da Verdade”.
Na tela vê-se uma pequena criança que encara a aventura de repôr (e sublinho repôr) a Verdade que os adultos querem ver desaparecer. Ela vive num mundo paralelo ao nosso mundo, talvez num ambiente mais futurista, mas um mundo muito igual ao nosso com a diferença de que todos os humanos têm a sua Alma personificada num animal visivel a todos, que eles chamam de “Demónio”. Esse Demónio nas crianças é instável e está constantemente a mudar, consoante a personalidade se vai transformando e se vai unificando numa só figura.
Mas voltando à minha tristeza... senti-me mal, sabem... muito mal... quem sou eu? Quem somos nós no meio disto tudo?! Vi no filme uma criança, destemida, singela, pura e inteligente procurar e lutar contra tudo e todos apenas e só para encontrar a Verdade!... somente a VERDADE!... e eu?? Que fiz eu para procurar a verdade? Que passos eu dei nestes meus anos de vida para achar ou repôr alguma verdade, por muito pequena que fosse? Quantas vezes nós procurámos a Verdade? Quantas vezes sujámos as nossas bocas com as mentiras que dissemos ou com as verdades que engolimos? Quantas vezes fomos subornados pelos nossos semelhantes pela mentira!? Por ideais sujos e corruptos, por jogos e manipulações, o dinheiro?? Quantas?? Sim, baixamos a cara e enterramos os olhos no chão... de vergonha, tristeza... eu enterro! Sinto-me mal!!...corróem-me as entranhas do mal que ajudei a plantar, da suja terra que outros mancharam de sangue e eu ajudei a remexer... e quem sou eu afinal?? Quem somos nós?? Uma criança que não faz mal a ninguém e que busca a verdade? Ou um adulto podre e sujo que só faz morrer e mentir, jogar e pilhar verdades? Quantas vezes entramos a porta do trabalho e sentimos as nossas defesas subirem? Quantas vezes achamos mal o que nos fazem ou vemos fazer ao colega do lado e ficamos passivos e ver sofrer, com escárnio? E ao vermos este filme, quem não sente o quanto seria agradável podermos sentir e ver a personificação da Alma de toda a gente? Livrava-nos ou não dos dissabores e das mentiras? Queria chegar ao trabalho e rir-me, de peito aberto entrar e aproximar-me de todos vocês... mas não posso... porque me sinto mal, porque sei que me vão ferir e me vão enclausurar na dor... Sinto-me mal...e espero que todos vocês depois de verem o filme se sintam mal também...
(...)I will hold the candle till it burns up my arm
Oh, I will stare the sun down until my eyes go blind hey,
I wont change direction, and I wont change my mind
How much difference does it make
Mmm, how much difference does it make...how much difference...(...)
To Lyra in The Golden Compass (A Bússula Dourada)