O objecto (ser) é tão mais forte quanto o seu ponto mais fraco.
quarta-feira, setembro 12, 2012
O falso ateu que temos em nós
Não podemos negar que todos nós, apesar de hoje em dia sermos ateus, ainda esperamos em algum minuto da nossa humilde existencia que a vontade de Deus se espelhe nas nossas vidas e, quem sabe, nalgum piscar dos nossos olhos ele não nos apareça à frente ou envie um dos seus anjos e nos revele um caminho. Esse caminho, apesar do nosso ateísmo, seria sempre seguido sem hesitação e sem olharmos para trás pois sabemos que, dentro de nós, Deus nunca deixou de existir e de ser a nossa salvação.
Paulo
Falo-vos assim, humanamente, em atenção à vossa fraqueza natural. Pois do mm modo q oferecestes os vossos membros, cm escravos, à impureza e ao desregramento para vos entregardes à desordem, assim oferecei agora os vossos membros, cm escravos, à justiça p vos santificardes. Quando éreis escravos do pecado, estaveis livres quanto à justiça. Qual foi o fruto dessas coisas d que agora vos envergonhais? De facto, o seu termo é a morte. Agora, porém, livres do pecado e feitos servos d Deus, tendes por fruto a santificação e por fim a vida eterna. O salario do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, maio 24, 2010
Angústia
O que seria de nós se não tivessemos a angústia para depurar aquilo que mais nos deixa sós?...
quarta-feira, outubro 07, 2009
O que é ser Cristão?
"O nosso compromisso cristão é algo que se vive a nível da teoria ou do compromisso vital? O que caracteriza um cristão não é o conhecimento de belas fórmulas, que expressam uma determinada ideologia, nem o cumprimentoexacto de ritos, nem uma assinatura feita no Livro de Registo do Baptismo da paróquia, mas é a adesão a Cristo. Ora aderir a Cristo (fé), significa conformar, a cada instante, a própria vida com os Seus valores de Cristo, segui-Lo a par e passo no caminho do amor a Deus e da entrega total aos irmãos. Não se pode fugir a isto: a nossa caminhada cristã não é um processo teórico e abstracto, concretizado num reino de belas palavras, mas é um compromisso efectivo com Cristo, que tem de se traduzir, a cada instante, em gestos concretos em favor dos irmãos.
Que gestos são esses? São os mesmos gestos que Cristo realizou e que o tornam, aos olhos dos seus concidadãos, um sinal de Deus. Ora, Cristo lutou pela justiça e pela verdade; denunciou tudo aquilo que escraviza o homem e o impede de ser feliz; foi ao encontro dos marginalizados e manifestou-lhes o amor de Deus; realizou gestos de serviço e de partilha; distribuiu o perdão e a paz; ofereceu a Sua própria vida para salvar os Seus irmãos. Assim, quem segue a Cristo tem de lutar, objectivamente, contra as estruturas que geram injustiça e opressão; tem de acolher e amar aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita; tem de denunciar uma sociedade construída sobre esquemas de egoísmo e de mostrar, com o seu testemunho, que só a partilha e o amor tornam o homem feliz; tem de quebrar a espiral da violência e do ódio e propôr a tolerância e o amor...
Por vezes , há uma profunda dicotomia, nas nossas comunidades cristãs, entre a fé e a vida. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias soleníssimas, em procissões sumptuosas, na construções de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes... e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há criticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor...
Por vezes, há uma profunda dicotomia, nas nossas vidas pessoais, entre a fé e a vida. O nosso compromisso cristão traduz-se na participação certa nas Eucaristias dominicais, na participação em manifestações públicas de religiosidade, na pertença a movimentos eclesiais... e mais nada. Depois, na vida do dia a dia, praticamos injustiças, pactuamos com esquemas de corrupção, tratamos com pouca caridade aqueles que vivem ao nosso lado; passamos indiferentes diante das necessidades e dores dos irmãos; marginalizamos aqueles de quem não gostamos; demitimo-nos das nossas responsabilidades na construção de um mundo novo e melhor...
Muitos de nós recebemos uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro... A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da Sua proposta de vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental, à volta da qual constrói toda a sua existência."
(Ecclesia/Dehonianos, 24º Domingo do Tempo Comum)
Que gestos são esses? São os mesmos gestos que Cristo realizou e que o tornam, aos olhos dos seus concidadãos, um sinal de Deus. Ora, Cristo lutou pela justiça e pela verdade; denunciou tudo aquilo que escraviza o homem e o impede de ser feliz; foi ao encontro dos marginalizados e manifestou-lhes o amor de Deus; realizou gestos de serviço e de partilha; distribuiu o perdão e a paz; ofereceu a Sua própria vida para salvar os Seus irmãos. Assim, quem segue a Cristo tem de lutar, objectivamente, contra as estruturas que geram injustiça e opressão; tem de acolher e amar aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita; tem de denunciar uma sociedade construída sobre esquemas de egoísmo e de mostrar, com o seu testemunho, que só a partilha e o amor tornam o homem feliz; tem de quebrar a espiral da violência e do ódio e propôr a tolerância e o amor...
Por vezes , há uma profunda dicotomia, nas nossas comunidades cristãs, entre a fé e a vida. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias soleníssimas, em procissões sumptuosas, na construções de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes... e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há criticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor...
Por vezes, há uma profunda dicotomia, nas nossas vidas pessoais, entre a fé e a vida. O nosso compromisso cristão traduz-se na participação certa nas Eucaristias dominicais, na participação em manifestações públicas de religiosidade, na pertença a movimentos eclesiais... e mais nada. Depois, na vida do dia a dia, praticamos injustiças, pactuamos com esquemas de corrupção, tratamos com pouca caridade aqueles que vivem ao nosso lado; passamos indiferentes diante das necessidades e dores dos irmãos; marginalizamos aqueles de quem não gostamos; demitimo-nos das nossas responsabilidades na construção de um mundo novo e melhor...
Muitos de nós recebemos uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro... A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da Sua proposta de vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental, à volta da qual constrói toda a sua existência."
(Ecclesia/Dehonianos, 24º Domingo do Tempo Comum)
domingo, setembro 28, 2008
Como se não houvessem "Barreiras"...
I'm standing in the station,
I am waiting for a train,
To take me to the border,
And my loved one far away;
I watched a bunch of soldiers heading for the war,
I could hardly even bear to see them go;
Rolling through the countryside,
Tears are in my eyes,
We're coming to the borderline,
I'm ready with my lies,
And in the early morning rain, I see her there,
And I know I'll have to say goodbye again;
And it's breaking my heart, I know what I must do,
I hear my country call me, but I want to be with you,
I'm talking my side, one of use will lose,
Don't let go, I want to know
That you will wait for me until the day,
There's no borderline, no borderline;
Walking past the border guards,
Reaching for her hand,
Showing no emotion,
I want to break into a run,
But these are only boys, and I will never know
How men can see the wisdom in a war...
And it's breaking my heart, I know what I must do,
I hear my country call me, but I want to be with you,
I'm taking my side, one of us will lose,
Don't let go, I want to know
That you will wait for me until the day,
There's no borderline, no borderline,
No borderline, no borderline...
I am waiting for a train,
To take me to the border,
And my loved one far away;
I watched a bunch of soldiers heading for the war,
I could hardly even bear to see them go;
Rolling through the countryside,
Tears are in my eyes,
We're coming to the borderline,
I'm ready with my lies,
And in the early morning rain, I see her there,
And I know I'll have to say goodbye again;
And it's breaking my heart, I know what I must do,
I hear my country call me, but I want to be with you,
I'm talking my side, one of use will lose,
Don't let go, I want to know
That you will wait for me until the day,
There's no borderline, no borderline;
Walking past the border guards,
Reaching for her hand,
Showing no emotion,
I want to break into a run,
But these are only boys, and I will never know
How men can see the wisdom in a war...
And it's breaking my heart, I know what I must do,
I hear my country call me, but I want to be with you,
I'm taking my side, one of us will lose,
Don't let go, I want to know
That you will wait for me until the day,
There's no borderline, no borderline,
No borderline, no borderline...
segunda-feira, setembro 08, 2008
quarta-feira, julho 02, 2008
"What we've got here is failure to communicate.
Some men you just can't reach...
So, you get what we had here last week,
which is the way he wants it!
Well, he gets it!
N' I don't like it any more than you men."
Look at your young men fighting
Look at your women crying
Look at your young men dying
The way they've always done before
Look at the hate we're breeding
Look at the fear we're feeding
Look at the lives we're leading
The way we've always done before
My hands are tied
The billions shift from side to side
And the wars go on with brainwashed pride
For the love of God and our human rights
And all these things are swept aside
By bloody hands time can't deny
And are washed away by your genocide
And history hides the lies of our civil wars
D'you wear a black armband
When they shot the man
Who said "Peace could last forever"
And in my first memories
They shot Kennedy
I went numb when I learned to see
So I never fell for Vietnam
We got the wall of D.C. to remind us all
That you can't trust freedom
When it's not in your hands
When everybody's fightin'
For their promised land
AndI don't need your civil war
It feeds the rich while it buries the poor
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that fresh
I don't need your civil war
Look at the shoes your filling
Look at the blood we're spilling
Look at the world we're killing
The way we've always done before
Look in the doubt we've wallowed
Look at the leaders we've followed
Look at the lies we've swallowed
And I don't want to hear no more
My hands are tied
For all I've seen has changed my mind
But still the wars go on as the years go by
With no love of God or human rights'
Cause all these dreams are swept aside
By bloody hands of the hypnotized
Who carry the cross of homicide
And history bears the scars of our civil wars
"We practice selective annihilation of mayors
And government officials
For example to create a vacuum
Then we fill that vacuum
As popular war advances
Peace is closer"
I don't need your civil war
It feeds the rich while it buries the poor
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that fresh
And I don't need your civil war
I don't need your civil war
I don't need your civil war
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that freshI don't need your civil war
I don't need one more war
I don't need one more war
Whaz so civil 'bout war anyway
Some men you just can't reach...
So, you get what we had here last week,
which is the way he wants it!
Well, he gets it!
N' I don't like it any more than you men."
Look at your young men fighting
Look at your women crying
Look at your young men dying
The way they've always done before
Look at the hate we're breeding
Look at the fear we're feeding
Look at the lives we're leading
The way we've always done before
My hands are tied
The billions shift from side to side
And the wars go on with brainwashed pride
For the love of God and our human rights
And all these things are swept aside
By bloody hands time can't deny
And are washed away by your genocide
And history hides the lies of our civil wars
D'you wear a black armband
When they shot the man
Who said "Peace could last forever"
And in my first memories
They shot Kennedy
I went numb when I learned to see
So I never fell for Vietnam
We got the wall of D.C. to remind us all
That you can't trust freedom
When it's not in your hands
When everybody's fightin'
For their promised land
AndI don't need your civil war
It feeds the rich while it buries the poor
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that fresh
I don't need your civil war
Look at the shoes your filling
Look at the blood we're spilling
Look at the world we're killing
The way we've always done before
Look in the doubt we've wallowed
Look at the leaders we've followed
Look at the lies we've swallowed
And I don't want to hear no more
My hands are tied
For all I've seen has changed my mind
But still the wars go on as the years go by
With no love of God or human rights'
Cause all these dreams are swept aside
By bloody hands of the hypnotized
Who carry the cross of homicide
And history bears the scars of our civil wars
"We practice selective annihilation of mayors
And government officials
For example to create a vacuum
Then we fill that vacuum
As popular war advances
Peace is closer"
I don't need your civil war
It feeds the rich while it buries the poor
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that fresh
And I don't need your civil war
I don't need your civil war
I don't need your civil war
Your power hungry sellin' soldiers
In a human grocery store
Ain't that freshI don't need your civil war
I don't need one more war
I don't need one more war
Whaz so civil 'bout war anyway
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Uma amiga deixou as palavras descreverem o que lhe passava na Alma... Não resisti a publicar! Obrigado por tão sinceras palavras e por as partilhares aqui comigo.
Um final de ano complicado... ou pelo menos esmagador... não fisicamente, com esse cansaço vamos passando... mas lá dentro é tudo mais complicado, perfura-nos de uma tal maneira que por vezes quase sufocamos. Todos temos um sonho e quando o conseguimos finalmente alcançar, qualquer coisa, por pequena que seja... parece que tem sempre um reverso... um reverso que nao conheciamos ou, porque sonhavamos, nao conseguiamos ver. Quase todas as noites penso nisto... sou obrigada a conviver com pessoas que nao vivem certamente no mesmo mundo que eu... ou pelo menos o vêm de uma forma bem diferente da minha... e parece que nao sei viver com isso, chega a arrepiar-me a alma... as lagrimas caem muitas vezes quando sinto o aconchego da almofada. A especie humana é realmente muito diversificada... já o diz a psicologia... mas nunca pensei cruzar-me com figuras que quase me fazem querer desistir... que me fazem quase perder o amor que tenho em mim mesma... que me fazem pensar que o mundo é uma coisa horrivel que nos amarra a coisas com as quais nao nos sentimos bem, que nos fazem acordar ja com um nó na garganta com medo do que virá aí... Eu nao quero viver assim... triste com o ser humano... desiludida... quase nada é como eu sonhava... Agora, neste preciso momento parece que caiu uma ideia sobre mim ... ninguem disse que os sonhos eram faceis ... e nao vou deixar que a minha alegria por estar aqui... o gozo que me dava sonhar se esgote. E que eu nunca me torne numa daquelas figuras...
LL
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