dizem que a solidão me conheceu,
enquanto eu lhe escrevia, e
deixou-me partindo para as pernas de outro alguém.
ela, continuava deitada sobre a cama
e eu, continuava a escrever-lhe como se nunca estivesse sózinho.
admito, a solidão beijou-me,
fez-me mover a caneta com que lhe escrevia
e olhá-la uma vez mais, enquanto ela dormia
e eu escrevia-lhe.
a solidão foi-se embora,
enquanto eu conseguia e teimava em escrever-lhe.
não, eu não escrevia à solidão,
a solidão é que me fazia escrever a ela,
mulher deitada sobre os lençóis,
enquanto eu lhe escrevia.
-
-
sexta-feira, abril 28, 2006
segunda-feira, abril 10, 2006
.2
escrevia-te deitada na cama
nos sonhos que pensavas existirem e
sorrias enquanto dormias e
eu escrevia-te deitada nos lençóis
via as palpebras dos teus olhos aterrorizadas
e um traço facial de susto que
eu escrevi enquanto te escrevia deitada
em ti com a tua pele a sentir-te
e a suster todos os balanços
sentimentais que fingias não serem teus
e os meus escreviam-te deitada em
bocados de lágrimas que corriam dos pássaros
e ao sabor de todo o fruto que
eu escrevia ao tempo que te escrevia deitada
sobre a morte que te segue
enquanto dormes em preto e branco
dentro de ti
HS
nos sonhos que pensavas existirem e
sorrias enquanto dormias e
eu escrevia-te deitada nos lençóis
via as palpebras dos teus olhos aterrorizadas
e um traço facial de susto que
eu escrevi enquanto te escrevia deitada
em ti com a tua pele a sentir-te
e a suster todos os balanços
sentimentais que fingias não serem teus
e os meus escreviam-te deitada em
bocados de lágrimas que corriam dos pássaros
e ao sabor de todo o fruto que
eu escrevia ao tempo que te escrevia deitada
sobre a morte que te segue
enquanto dormes em preto e branco
dentro de ti
HS
Subscrever:
Mensagens (Atom)