De olhos fechados
fecho os olhos para ver-te,
dançar com o vento,
entre os meus pensamentos...
sorrindo sonhos,
reaprendendo palavras esquecidas,
marcando de novo,
velhos caminhos,
para achar-te outra vez
esqueço-me para me encontrar mais uma vez
perdida nos teus braços
infinita como um desejo,
mortal como o beijo
que dos teus lábios acordei
fecho os olhos para encontrar
o jardim onde me perdi,
e sentir de novo o doce odor da flor
que me fez despertar um dia,
como de um longo
e conturbado sonho
de olhos fechados
sinto o vento acariciar-me,
sorrindo, ofereço-lhe
o terno murmúrio
que o meu coração transpirou,
pedindo com humildade,
que o leve cuidadosamente
até onde o possas escutar
trago-te acorrentado
ao meu pensamento,
escutando o eco calmo
dos teus silencios
aconchegados
nos meus ouvidos,
e o sabor dos teus carinhos
preso nos labios.
fecho os olhos
para ver-te novamente,
aprendendo a esquecer
o som das minhas palavras,
para encontrar a doce miragem
que trazes nas tuas.
Da minha "Menina Olhos d'Água"...
sexta-feira, setembro 08, 2006
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1 comentário:
cada um tem dentro de si um sem número de palavras dispersas que anseiam por um sentido, ou vários sentidos. Mas, elas estão lá, moram sempre dentro de nós. Alguns deixam-nas sair em forma de escrita, outros em forma de grito, outros em gestos... eventualmente, elas acabam por sair... e ainda bem que assim é... ou não! São palavras!
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